
É vasta e diversa a oferta de programação da Feira do Livro do Porto. Desde que o Município assumiu a sua organização que esta se tem desdobrado em novos formatos, dado palco a novas vozes e apostado decididamente no público infantojuvenil. Em 2013, não se realizou a Feira do Livro. Quando voltou, era já mais do que uma feira de livros.
Desde logo, mudou de estação do ano, para se realizar no final do verão. E mudou de local, para ser acolhida pelo coração dos Jardins do Palácio de Cristal. “Se tens um jardim na tua biblioteca, nada te faltará”, escreveu Cícero numa carta a Marco Terêncio Varrão, no século I a. C.
Mudou a feira tal como a conhecíamos. Passou a assumir um formato híbrido entre o comércio livreiro e o festival literário, aliando, todos os anos, mais de uma centena de livreiros, editores e alfarrabistas a uma programação cultural eclética composta por discussões urgentes, tertúlias informais e encontros em torno da palavra escrita e dita.
Não deixando de tomar a palavra como mote e o livro como bandeira, a Feira concebe que as potencialidades da Literatura não se esgotam entre capa e contracapa, mas antes evolvem e fluem, num processo de miscigenação com outras disciplinas artísticas, outros universos, bem como com todas – rigorosamente todas – as dimensões da vida humana. Assim, são bem-vindas expressões de todo o tipo, da spoken word ao teatro, da música à dança, das artes plásticas ao cinema.
A Feira do Livro do Porto é pensada para todos os públicos, de todas as idades. Não é o maior evento do género, mas é um evento popular e cosmopolita: disso são testemunha as 300 mil pessoas que a visitam a cada ano, para descobrir um livro, encontrar um amigo, ou descansar e ler à sombra de uma tília.