In the last decade, the Feira do Livro do Porto has made the Palácio de Cristal Gardens its home. And along its central axis, the Tílias Avenue, Porto has created a place of remembrance.
As a city with a long-standing literary and book-selling tradition, where great champions of the Portuguese language were born or lived, the Feira do Livro felt compelled to pay tribute to the most prominent figures in Porto’s arts and letters.
Since then, year after year, as a symbolic honour, the Feira has dedicated one of the trees in that corridor of light and shade to an author or figure who, through their literary, cultural, or scientific achievements, has left an indelible mark on the city’s history and culture.
Classic or contemporary, poets or novelists, chroniclers or playwrights, translators or literary critics, philosophers or musicians – every one an author whose work the Feira do Livro wished to celebrate and preserve, to reread and rediscover. Every one an author who, to borrow from Calvino, has never finished saying what they have to say.
«apenas o lugar incerto da procura
Incerteza da Hora e do Dia
da palavra que se presume certa
para aquele feixe insensato
que pretende encontrar ou
infinitamente perder
o corpo verbal de um poema»
2026
Inês Lourenço
«Eu fui ao fim do mundo
Espalhem a Notícia, Canto da Boca, 1971
Vou ao fundo de mim
Vou ao fundo do mar
No corpo de uma mulher»
2025
Sérgio Godinho
«No prato da balança um verso basta
Balança, Ofício de Paciência, 1994
para pesar no outro a minha vida»
2024
Eugénio de Andrade
«Quando eu me calar
Estarei ainda muito perto da luz?, Nenhum Sítio, 1984
sabei que estarei diante de uma coisa imensa,
E que esta é a minha voz
o que no fundo de isto se escuta»
2023
Manuel António Pina
«Na desordem mais cósmica
O Tempo das Estrelas, Imagias, 2002
das coisas
Organizar inteiro:
o coração»
2022
Ana Luísa Amaral
All rights reserved: Universidade do Porto
«A cada flor que fenece»
Poesias, 1839-1871
2021
Júlio Dinis
All rights reserved: Universidade do Porto
«Árvore! Porque não deitas mais diamantes sobre mim?!»
Palco da Vida, Caminhos Frios, 1947
2020
Leonor de Almeida e Maria de Sousa
«Com a saudade não recuperamos apenas
Portugal como Destino seguido de Mitologia da Saudade, 1999
o passado como paraíso; inventamo-lo»
2019
Eduardo Lourenço
“E se todo o mundo é composto de mudança,
Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades, 1971
Troquemos-lhe as voltas qu’inda o dia é uma criança”
2018
José Mário Branco
“A terra o sol o vento o mar
Poema, Geografia, 1962
São a minha biografia e são o meu rosto”
2017
Sophia de Mello Breyner Andresen
"Toda a biografia é um romance"
2016
Mário Cláudio
"O amor é o invisível no habitual"
Dicionário Imperfeito, 2008
2015
Agustina Bessa-Luís
All rights reserved: Nuno Ferreira Santos
"A poesia pode tornar as coisas obscuramente claras"
Post-Scriptum sobre o 25 de Abril, Poesia 2001/2005, 2006
2014
Vasco Graça Moura